terça-feira, agosto 3, 2021

CRI ou CRA? Por qual optar na hora de investir?

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Você sabe o que significa CRI ou CRA? CRI significa Certificados de recebíveis imobiliários e CRA significa Certificado de recebíveis do agronegócio.

Antes de qualquer coisa, o que são recebíveis?

É um valor futuro a receber, no caso um direito de crédito.

CRI E CRA são considerados títulos de renda fixa emitidos por empresas securitizadoras (intermediadora da operação entre cedente e investidor). É essa instituição financeira que transforma as dívidas em ativos, que podem ser emitidos como títulos ou valores mobiliários.

O CRI é um instrumento de captação de recursos destinados a financiar investimentos do mercado imobiliário.

Como funciona essa captação? Quando uma construtora vende apartamentos na planta com prazo de entrega para 3, 4 anos ou mais, os compradores financiam essa compra e assumem a responsabilidade de pagar as parcelas até o momento que as chaves sejam entregues.

Através da emissão de um CRI a construtora consegue vender esses recebíveis para terceiros e assim ela consegue pegar o valor total a vista.

Da mesma forma o CRA faz a captação de recursos destinados a financiar o mercado de agronegócios.

Suponhamos que um produtor rural plante hortaliças e seja responsável pelo fornecimento de uma rede de supermercados. Existe entre eles um contrato de 5 anos com valor X por mês. Porém para expandir seus negócios esse produtor precisa de recursos para aumentar sua produção e poder distribuir para mais redes.

Nesse caso como os juros bancários são muito altos, ele procura uma securitizadora.

Essa instituição irá fazer a soma do valor total dos pagamentos mensais e fornecerá um valor aproximado do valor total para esse produtor. Então o pagamento mensal da rede de supermercado deixa de ser feita diretamente para o produtor e passa a ser paga para essa instituição financeira.

Mas afinal, aonde essas securitizadoras captam dinheiro? Através da venda desses recebíveis (CRI ou CRA) para investidores que podem ser pessoas físicas ou jurídicas.

Esses são investimentos devem ser considerados de médio à longo prazo.

Um ponto importante é que no caso de pessoa física, eles não sofrem incidência do imposto de renda. Os rendimentos desses investimentos geralmente são pagos semestralmente ou anualmente e o valor principal é pago no vencimento do título.

O fato de ser isento ao imposto de renda é um ponto positivo nessa modalidade de investimento. Porém, também tem o ponto negativo. CRI e CRA não são cobertos pelo fundo garantidor de crédito (FGC), sendo este o principal risco dessa modalidade de investimento.

Para os investidores que estão cansando do Tesouro Direto e buscam opções de renda fixa mais arrojadas, CRIs e CRAs podem ser ótimas alternativas.

Esse vídeo da Mirna fala mais sobre o tema caso queira entender ainda mais.

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